segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Entre Linhas

Conhecer o yoga

Conhecendo o yoga
Sannyasi Gangadhara Saraswati
A palavra Yoga é um termo do gênero masculino, derivado da raiz sânscrita Yug, que significa unir e pode ter ainda várias conotações, tais como: união, conjunção de estrelas, equipamento, recursos, mágica, soma etc. Em sentido específico, Yoga se refere a um enorme corpo de preceitos e técnicas de autoconhecimento, que se desenvolveu como parte de uma civilização com características filosóficas, artísticas e sociais associadas aos conceitos do Tantra e originária na Índia há mais de 10.000 anos.
Em escavações arqueológicas feitas no Vale do Indo1, nas cidades de Mohenjo Daro e Harappa, foram encontrados sinetes contendo descrições simbólicas de deidades míticas realizando Asanas (posições psicofísicas do Yoga), principalmente, posições de meditação. Essas ruínas pertenciam a comunidades que se desenvolveram antes do período de composição dos Vedas2 e antes de concepções de cunho filosófico Arya3 começarem a florescer no subcontinente indiano. Representações simbólicas como essas da Civilização do Vale Indo também estão presentes em civilizações da antiguidade Americana e Africana e testemunham o Yoga como uma prática universal.
Conforme Henriques4, “concebemos o Yoga como um pensamento válido mesmo para o homem ocidental contemporâneo, pois a verdade não tem pátria, cor, ideologia ou tempo”. Segundo Swami Satyananda Saraswati5, “De acordo com a tradição mítica, Shiva é considerado o fundador do Yoga e Parvati, sua primeira discípula. Shiva é o símbolo da corporificação da Suprema Consciência; Parvati representa o conhecimento, desejo e ação e é responsável por toda a criação. Ela também é conhecida como Kundalini6 Shakti, a força cósmica que dorme em todos os seres. Parvati é vista como a mãe criadora de todo universo. A alma individual (Jiva) é personificada no mundo sob uma forma e um nome por influência da Shakti, mas também é liberada desse mundo e unida com a Consciência Suprema através da graça de Shakti. Por intenso amor e compaixão por suas crianças, a grande Mãe da existência esparge o conhecimento secreto da libertação, na forma do Tantra. As técnicas do Yoga têm sua fonte no Tantra, e os dois não podem ser separados, como a consciência, Shiva, não pode ser separada da energia, Shakti”.
Yoga também pode ser um nome genérico para os vários caminhos indianos de “unificação” ou transformação da mente. Costuma-se também usar o termo para denotar o objetivo do Yoga: a compreensão da Realidade Transcendente. No contexto de preceitos e técnicas espirituais, a palavra Yoga significa Unidade. É muito comum nos depararmos com a idéia de Yoga como Unidade com a Realidade Transcendente. Na filosofia do Yoga, a palavra Unidade pode ser compreendida nos mais diversos sentidos (união consigo mesmo, com o outro, com a natureza, com o Absoluto, com a consciência individual e a consciência cósmica, ou a união do eu ativo com o Eu Supremo), segundo o momento histórico ou o tipo de Yoga.
Portanto, não podemos generalizar o Yoga apenas como uma Unidade com a Realidade Transcendente uma vez que o próprio Patanjali, codificador de um texto clássico denominado de Yoga Sutra, não define o Yoga como a união com esta Realidade. Cito Patanjali pela sua relevância histórica ao introduzir o Yoga através do Yoga Sutra, como um Darshana (escola filosófica que aceita a tradição dos Vedas) do Hinduísmo entre o séc. II a.C. e o séc. IV a.C.
O Yoga Sutra de Patanjali é conhecido como o primeiro trabalho codificador de um sistema de Yoga que, até então, figurava nos Vedas e Upanishads de forma diluída e não sistematizada. O Yoga Sutra de Patanjali é chamado de Raja Yoga ou Ashtanga Yoga (Ashtanga significa oito partes) por apresentar oito passos definidos para se alcançar a meta do Yoga, ou seja, o Samadhi. São eles: Yama (autocontroles), Nyama (regras estabelecidas), Asana (posturas), Pranayama (controle da respiração), Pratyahara (dissociação da consciência dos estímulos exteriores), Dharana (concentração), Dhyana (Meditação) e Samadhi (identificação com a consciência pura).
Apresentando o significado de Yoga a partir do Yoga Sutra de Patanjali, podemos observar sua pontuação na clássica pergunta: “o que é Yoga?” No segundo versículo do capítulo I, ele responde: Yoga Chitta Vritti Nirodhah Yoga é o processo de bloquear os padrões da consciência. Segundo Swami Satyananda7, bloqueio, aqui, não significa supressão, mas a habilidade de deixar fluir os vários fluxos de consciência. Entende-se Chitta como a consciência total do indivíduo, que proporciona o surgimento de várias manifestações no campo mental. O bloqueio é nos padrões da consciência e não a própria consciência. E é precisamente isso o que conquistamos com a prática do Yoga. Entretanto, com um ponto de vista mais ampliado, Paramahamsa Niranjanananda Saraswati8, nos diz: “a definição de Yoga nos é dada já a partir do primeiro versículo: Atha Yoga Anushasan, geralmente traduzido como ‘agora se iniciam as instruções sobre Yoga’.
A palavra Anu significa ‘sutil’, e Shasan significa ‘regrar ou governar’, e Yoga significa Yoga. Sendo assim, em nossa leitura desse primeiro versículo, Atha Yoga Anushasan se traduz como ‘por conseguinte, Yoga é o caminho para se controlar as sutis expressões da própria personalidade’. Quando Patanjali é questionado sobre o que ocorre depois de se alcançar o controle das expressões sutis da personalidade, ele responde: Yoga Chitta Vritti Nirodhah. Esse segundo versículo é traduzido como ‘obtém-se a capacidade de deter ou canalizar as ondas mentais (os Vrittis)’.”
Yoga é o caminho para controlar as sutis expressões da própria personalidade

QUASE...

Quase...
Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia",
quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima,
o amor enlouquece,
o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina,
não inspira,
não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão,
para os fracassos, chance,
para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...

Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

Luís Fernando Veríssimo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

QUANTO MENOS CHEIOS DE NÓS MESMOS ESTIVERMOS,

Ao mencionar-se o falar, é preciso mencionar também o ouvir. Quando comecei a ensinar meditação, um colega me disse que a habilidade mais importante para poder ensinar, que deveria ser desenvolvida, era a capacidade de ficar quieto e ouvir. Este foi um grande conselho. Em nossas conversas, em geral estamos tão preocupados em dizer o que desejamos, que na verdade prestamos pouca atenção àquilo que os outros estão tentando dizer. É como se nós estivéssemos apenas esperando que eles parassem um instante de falar para podermos dizer aquilo que já estava em nossa mente; nossas agendas preconcebidas interferem em qualquer diálogo verdadeiro.
Quando você praticar a Fala Correta, tente se manter aberto, quieto e consciente do que os outros estão sentindo e dizendo. Você consegue ouvir quando o outro está feliz, triste, deprimido ou confuso? Quando nos tornamos mais atentos e mais perceptivos, descobrimos as alegrias de ouvir, e abandonamos nossa necessidade de viver irradiando como uma estação radiofônica. Eu costumo chamar isso de abertura do terceiro ouvido, o ouvido interno que realmente é capaz de ouvir. Se formos suficientemente sensíveis e alertas, podemos escutar com todos os sentidos.
Nós todos já conhecemos alguém que é aparentemente incapaz de escutar, alguém cujo ego é tão dominador que ele ou ela não conseguem parar de falar- uma pessoa que usa as palavras para dominar e controlar, como um político fazendo discursos. Um falastrão que consome todo o oxigênio do ambiente onde está.
Ou então uma pessoa cujos comentários mal-educados, inoportunos ou provocadores invadem constantemente o espaço alheio. Esta é simplesmente a “Estação Ego” irradiando, bem alto, e com pouca clareza.
A consciência que é semelhante a um espelho reflete as coisas exatamente como são, sem distorção, colorido nem expectativa. O verdadeiro escutar é uma forma de parar e estar disponível, de forma que aquilo que está sendo dito se torne imediatamente aparente, como qualquer outro movimento do campo energético interior ou exterior. Este é um aspecto do desenvolvimento da percepção. É uma habilidade que os bons psicoterapeutas usam para refletir claramente, sem distorção nem interferência, o material que surgiu em uma sessão de terapia, para que o cliente possa conhecer melhor a si mesmo, e assim descobrir o que quer e o que precisa. Freud chamou a isso de atenção flutuante ou suspensa, porque implica em simplesmente estar presente, sem julgamentos nem idéias preconcebidas.
Você é capaz de ouvir o que está nas entrelinhas? Pode sentir de onde as palavras estão vindo, e não apenas ouvir as palavras? Pode perceber e sentir o que o outro sente, enquanto está falando? As boas cercas fazem os bons vizinhos, mas os bons ouvintes fazem bons amigos. Nós podemos aprender a ouvir qualquer coisa que esteja sendo dita no momento presente. Simplesmente sintonize em uma faixa de onda mais ampla e receba mais canais e mais estações. Sintonize-se. (LAMA SURYA DAS – O Despertar do Buda Interior)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O yoga de Jesus - Paramahansa YOgananda

O despertar da intuiçao da alma

.....O Corpo, nascido da carne, tem as limitaçoes da carne, ao passo que a alma, nascida do Espírito, tem poderes latentes ilimitados. Por meio da meditação, a consciência humana se transfere do corpo para a alma, e, pelo poder de intuição da alma, alcança o homem a esperiência de si próprio não como um corpo mortal ( um fenônemo da natureza objetiva), mas como a consciência imortal que habita o corpo, unida ao número da Essência Divina.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Desafios

A Respiraçao aperta, o coração sente e avisa - Tem algo estranho acontecendo.
Parece uma alfinetada, parece que queima...é a dor.
Dor de dentro que vem de fora ou dor de fora que vem para dentro.
Dor da vida, dor do ser, de viver e morrer..fugindo dela, vou ao seu encontro.
Parece que sufoca e traz um lamento.
Reflito, reconheço e sinto.
Dor do mundo.
Testando os limites e ultrapassando-os, em busca da confiança que habite em minha essência.
Onde as teias, as folhas, os galhos, os emaranhados de pensamentos a esconde.
A natureza me guia pelos caminhos, me acolhe em seus braços por entre galhos , cipos, raizes...me sustenta em sua terra..me nutre em suas águas..
Me ensina a continuar fluindo, contornando os obstáculos, me envolvendo na dança do vento...
Em alguns momentos parece que tudo para...estremeço.
Não encontro a direçao, a trilha desaparece.
A seguir um novo momento...em um continuo de luzes e cores.
O que vem agora? Por onde seguir?
Nada vem. Pois já está embaixo dos pés.
Continuo...
Muitas vidas, muitos caminhos, muitos seres de diversas espécies. Todos experimentando o gosto de suas escolhas e de seua pensamentos.
PEnsamentos que derrubam e elevam, como uma montanha cheia de entranhas e trilhas...
Cheias de flores e espinhos..
Cheia de dores e alegrias...
E o que vem agora?
Nada, pois já está.
O horizonte está sempre a frente, além do limite do enxergar...
E o que vem agora?
Fecho os olhos, sinto meu corpo e a presença se mostra, em um continuo de passos ...
além..mais além...

Om Gate Gate paraGate
Parasamgate bodhi svaha

                                                               cachoeira Laje - " amiga "

meditação


Texto extraído do livro - Budismo com atitude de B.Alan Wallace
“Examine a natureza não-nascida da consciência “ é a prática meditativa de voltar a atenção para observar o observador.
Entre as diversas técnicas de meditação existem três: o modelo do controle (utilizando um objeto, como a respiração, para desenvolver a estabilidade da atenção); o modelo da liberação (estabelecendo a mente em seu estado natural) e o exame da natureza não-nascida da consciência (observando o observador).
Segue as instruções do mestre indiano do sec.VIII Padmasambhava:
“Enquanto sustenta o olhar firme, mantenha a consciência inabalável, firme, clara, sem distração, sem ter nada sobre o que meditar na esfera do espaço interno. Quando a estabilidade aumentar, examine a consciência, que é estável. Então libere e relaxe. Coloque-a de novo firme e observe a consciência deste momento. Qual é a natureza dessa mente? Permita que ela se observe. É clara e firme ou é um vazio que é nada? Existe algo a ser reconhecido? Observe novamente e relate sua experiência.”
As orientações são para observar, articular o que é observado e depois retornar para observar mais. Ele prossegue:
“Com firmeza, coloque a mente no espaço diante de você e permita que ela esteja ali. Examine-a bem: o que é essa coisa sua que você colocou ali hoje? Observe se aquele que esta colocando e a mente que está sendo colocada é um ou dois (...). Se não houver mais do que um, este é a mente? (...) Permita a este que pondera, como é a mente? Observe essa própria consciência e a investigue-a. Observe a consciência do meditador e investigue-a. Observe na verdade se essa chamada mente, realmente existe? (...) Observe se existe um vazio que é o nada. Se você disser que é um vazio que é o nada, então como um vazio que é o nada sabe meditar? (...) Se for realmente o nada, o que é que produz o ódio? Não existe alguém que pensa que a mente não foi descoberta? Pondere sobre isso com perseverança.”
É por meio dessa pratica que pode ser atingida uma transformação da percepção na qual os frutos da meditação tornam-se estáveis e não são mais perdidos.


sábado, 5 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Yoga se Vive

Contemplar

                             
Contemplar é ver sem os olhos
É pensar sem a razão
É sentir sem o coração
É caminhar sem os pés
É viver sem a vida...
Contemplar é ser não sendo
É voar sem as asas
É maravilhar-se sem falar
Contemplar
É transformar a visão que se tem
Em uma visão humilde, de ação.
Contemplar é o passo seguinte,
a oração
Contemplar é o passo que precede,
a ação do espírito
Contemplar é amar a Deus,
é silêncio.


Sergio R. Couto
Alto Paraíso

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Yoga na Ilha


YogaLivre

Tudo é! Por se tratar da própria existência não está relacionado à percepção nem à realização de nada. Algo como antes de ser já é.

O YogaLivre não começa a partir do momento que o praticante ganha noção de si mesmo ou do universo que cria e interage com seu corpo, portanto, nasce com o movimento vibracional da grande vida que ele já tem, bem antes de manifestar a energia que servirá de veículo para ele operar como indivíduo nesse mundo.

O YogaLivre, assim como o grande Ser, nunca teve início e, portanto não começará ao entrar na sala de prática revestidos de idéias, conceitos e destreza físicas. O que sentimos quando realizamos a prática é tão somente o pulsar harmonioso da vida.

Quando praticamos, o fazemos para exercitarmos nossa carne e com isso aprimorar o espelho sensual que ela constitui para o nosso espírito.....

Continuação no manual do Yogalivre

Edson Moreira

terça-feira, 5 de julho de 2011

Oração da Zeze

A linda Oração que Zeze nos apresentou. Obrigada querida.


Junho 2011.


Senhor

No silêncio desse dia que amanhece,

Venho pedir-te a paz, a sabedoria e a força.

Quero hoje olhar o mundo com os olhos cheios de amor;

Quero ser paciente, compreensivo, prudente.

Quero ver além das aparências teus filhos como a ti mesmo os ves e

Assim senhor não ver senão o bem em cada um deles.

Feche meus ouvidos à toda maldade.

Guarda minha língua de toda calunia.

Que só de bençaos se encha minha alma.

Que eu seja tão bom, tão alegre, que todos aqueles que se aproximarem de mim sintam a tua presença.

Reveste-me da tua beleza senhor e que no decurso desse dia eu te revele à todos.

Glória `a Deus nas alturas e paz aos homens por ele amados.


Amém

SATCHAKRA

30/06/20011

" Quando você transcende a consciência  deste mundo, sabendo que não é o corpo nem a mente, e, ainda assim, estando mais consciente do que nunca de que existe, é essa consciência divina o que você é. Você é aquilo em que tudo no universo deixa raizes"
Yogananda




Yoga em Campos do Jordão

junho 2011

A jornada sagrada
                 Cada um de nós nasceu para percorrer uma jornada sagrada.  É a Grande cura.
Somos pesquisadores do sagrado que não conhecemos, da verdade que resta quando toda nossa desesperada tentativa de agarrar  a verdade se aquieta.
Estamos numa peregrinação  sagrada que investiga  nossos limites e os ultrapassa. Investiga o processo e o espaço no qual o processo está flutuando. Estamos mapeando as fronteiras imprecisas que separam o conhecido do desconhecido. E avançamos, tal como fizeram Buda ou Madame Curie, superando os medos que se encontram nos portões, até atingirmos o espaço que transcende nosso conhecimento. Passo a passo, avançamos rumo ao território desconhecido, onde tem lugar o pleno crescimento. Aproximamo-nos da verdade e da cura que surgem do coração, quando avançamos para além da mente.
Fizemos nascer este pequeno corpo cintilante e trêmulo para descobrir o corpo no corpo, a partícula brilhante em torno do qual a pérola se formou.
Aproximando-nos desta essência, penetramos na respiração dentro da respiração, aquilo que Kabrir se referiu quando falou de Deus.
E descobrimos que nossa verdadeira natureza não é nem mesmo a centelha que ilumina nosso corpo com consciência, mas sim o fogo do qual se originou a centelha. O “ah”sem forma de ser não é diferente da pura percepção.
Nascemos para analisar nosso pequeno corpo e para descobrirmos nosso verdadeiro corpo. Nascemos para analisar nossa pequena mente, para descobrir nossa verdadeira mente. Nascemos para analisar nosso pequeno coração, para descobrir nosso verdadeiro coração. Nosso verdadeiro coração, nossa verdadeira  mente, eis nosso corpo verdadeiro.
Uma investigação sagrada nos aguarda. É uma jornada do aqui para o agora! E ela aguarda num “apenas isto” , neste mesmo instante, neste  milissegundo do ser. Significa descobrir o que existe no nosso interior. Mas no interior do que? Não se trata de se tornar Buda ou Jesus, trata-se de vir a ser a luz a que cada um se referiu ao dizer “EU”.
                                              
                                   Stephen Levine

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SuryaNamaskar - Saudação ao Sol



Saudação Sol

É uma reverência ao astro- rei que nasce. Uma oração feita com o corpo para agradecer, fortalecer e estabelecer uma conexão com a força da natureza externa e interna que se mantem em um ritmo ciclico de nascimento e morte.
. Com essa sequencia intensificamos a força  primordial da manutençao e sustentação da vida. Proporcionando saúde, equilibrio mental, sentimento de paz e alegria.

Assista e pratique:


quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Corpo - Asanas

ANNAMAYAKOSHA - camada feita de alimento
Äsanas são posturas psico-fisicas, a arte de mover e realizar diversas formas com o corpo, fazendo deste um campo de experimentação, um laboratório de pesquisa e investigação permanente.
A saúde começa com a firmeza e estabilidade do corpo, através dele atuamos no corpo emocional, intelectual e espiritual.
" Portanto Ásana pode ser traduzido como a firmeza perfeita do corpo, a constância da inteligência e a benevolência. O yoga ensina que a inteligência e a percepçao devem permear o corpo. Cada parte do corpo deve ser tragada pela inteligência. Devendo casar a percepção do corpo com a da mente...yoga é quando você inicia uma ação no ásana, e ação é movimento com inteligência.
Ao fazer as posturas, sua mente deve estar num estado de consciência interior, que siginifica silêncio, vazio, espaço que pode ser preenchido por uma percepçao aguda das sensações trazidas pela postura. Você se observa de dentro. "
 B.K.S.Iyengar

Quando exploramos o corpo físico, estamos nos conectando com o elemento terra da natureza e desenvolvemos as qualidades da terra: solidez, forma, firmeza, estabilidade e força.

O Yoga começa agora



O yoga começa agora. Me pego pensando neste primeiro aforismo de Patanjali. Tão simples e completo ao mesmo tempo. Creio que nesta única frase se resume toda a filosofia e prática do autêntico yoga.

O Yoga é mais que definicoes de palavras e conceitos. É um estado de ser e percorrer pela vida. É buscar a essência de tudo que se apresenta em cada precioso instante, como oportunidade de sentir a vida pulsando e ser pleno. A consciência que esta em algum lugar dentro e fora de nós, e que se mostra das mais diferentes e estranhas formas. Estar alerta com os movimentos internos e cuidar para que esses nao sejam nossos maiores inimigos. Um estado de espírito que vai se mostrando em sua real dimensao que não podemos medir, pois esta além de nossos padrões conceituais de formas, volumes, espaços.

Uma jornada interior rumo ao centro do ser e a liberdade!!!

E como todo o processo de evolução da humanidade, as coisas vao se adaptando e se formando dentro das necessidades e limites da compreensão dos seres. Entao temos yoga dos mais diferentes métodos, assim como a variedade de seres humanos... porém quanto mais pessoas praticarem yoga, melhor para todo o mundo.

Experimente, vivencie, com um, e se por algum motivo nao gostar, tente de novo, com outro... encontre uma pessoa e um método que tenha afinidade com sua linguagem e valores, mas continue... afinal Yoga é o encontro consigo mesmo. E o que pode ser mais prazeroso do que desfrutar dessa relação de descoberta?

Como diz meu querido professor Edson Moreira:

" Quando utilizo a expressão eu sou YogaLivre é porque tomei consciência de que eu sou isso mesmo, mas não tenho em minha vida, com exceção dos costumes nada diferente de qualquer pessoa nesse imenso oceano de almas únicas. Quando praticamos, o fazemos para exercitarmos nossa carne e com isso aprimorar o espelho sensual que ela constitui para nosso espírito."

Namaste!

Edson e Van

Meus eternos agradecimentos aos meus professores que me ensinam a viver.