A jornada sagrada
Cada um de nós nasceu para percorrer uma jornada sagrada. É a Grande cura.
Somos pesquisadores do sagrado que não conhecemos, da verdade que resta quando toda nossa desesperada tentativa de agarrar a verdade se aquieta.
Estamos numa peregrinação sagrada que investiga nossos limites e os ultrapassa. Investiga o processo e o espaço no qual o processo está flutuando. Estamos mapeando as fronteiras imprecisas que separam o conhecido do desconhecido. E avançamos, tal como fizeram Buda ou Madame Curie, superando os medos que se encontram nos portões, até atingirmos o espaço que transcende nosso conhecimento. Passo a passo, avançamos rumo ao território desconhecido, onde tem lugar o pleno crescimento. Aproximamo-nos da verdade e da cura que surgem do coração, quando avançamos para além da mente.
Fizemos nascer este pequeno corpo cintilante e trêmulo para descobrir o corpo no corpo, a partícula brilhante em torno do qual a pérola se formou.
Aproximando-nos desta essência, penetramos na respiração dentro da respiração, aquilo que Kabrir se referiu quando falou de Deus.
E descobrimos que nossa verdadeira natureza não é nem mesmo a centelha que ilumina nosso corpo com consciência, mas sim o fogo do qual se originou a centelha. O “ah”sem forma de ser não é diferente da pura percepção.
Nascemos para analisar nosso pequeno corpo e para descobrirmos nosso verdadeiro corpo. Nascemos para analisar nossa pequena mente, para descobrir nossa verdadeira mente. Nascemos para analisar nosso pequeno coração, para descobrir nosso verdadeiro coração. Nosso verdadeiro coração, nossa verdadeira mente, eis nosso corpo verdadeiro.
Uma investigação sagrada nos aguarda. É uma jornada do aqui para o agora! E ela aguarda num “apenas isto” , neste mesmo instante, neste milissegundo do ser. Significa descobrir o que existe no nosso interior. Mas no interior do que? Não se trata de se tornar Buda ou Jesus, trata-se de vir a ser a luz a que cada um se referiu ao dizer “EU”.
Stephen Levine
0 comentários:
Postar um comentário